Filosofia e Educação
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O periódico Filosofia e Educação é uma publicação eletrônica, quadrimestral, organizada e editada pelo Departamento de Filosofia e História da Educação (Defhe), da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Destina-se à divulgação e ao debate de ideias nas áreas de Filosofia e Educação. A revista publica textos na forma de artigos, ensaios, notas de estudos e pesquisas em andamento, relatos e reflexões sobre experiências, resenhas e leituras críticas. Busca, dessa forma, não só contribuir para uma ampla circulação de pontos de vista acerca dos assuntos que contempla e aborda, mas também honrar a tradição crítica da Filosofia e do pensamento educacional, pautando-se pelo pluralismo e pela abertura ao debate.
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- ItemPráxis: trabalho e ideia prática em Hegel(2018) MACHADO, Carlos Eduardo. PráxisO artigo pretende mostrar a articulação apresentada por Hegel (1770-1831) entre as noções de práxis material e trabalho na sua obra Fenomenologia do espírito e as noções de ideia prática e a ideia de Bem na sua obra Ciência da lógica.Inicialmente, será traçado um percurso histórico que a ideia de práxis cumpriu desde os pensadores da Antiguidade grega, passando pela Idade Média, quando no Renascimento, relativizam o privilégio da reflexão e da contemplação sobre a práxis material produtiva.Finalmente, chegaremos ao pensamento de Hegel que dará dignidade plena à práxis material, igualando-a as atividades do espírito.
- ItemDeficiência intelectual: análise da produção científica com base no modelo biomédico e modelo social da deficiência(2018) MATA, Andreia Silva daO presente estudo teve como objetivo realizar uma pesquisa bibliográfica-documental a partir de artigos disponíveis na base de dados do Scielo. Para a seleção desses artigos foram utilizadas sete palavras-chave que permitiram identificar as pesquisas sobre as pessoas com deficiência intelectual. A partir desta seleção realizou-se uma análise qualitativa dos resumos e dos objetivos destes artigos separando-os com base na fundamentação teórica do modelo conceitual sobre a deficiência intelectual utilizados nesta pesquisa, a saber: o modelo biomédico e o modelo social da deficiência. Os resultados indicaram a predominância de pesquisas na vertente biomédica, além da predominância de estudos realizados com crianças com deficiência intelectual.
- ItemA docência em filosofia no contexto da profissão docente no país: aspectos conjunturais e reflexão filosófica(2018) NASCIMENTO, Christian Lindberg Lopes doO objetivo deste artigo é retratar informações referentes à profissão docente, expondo, sempre que possível, elementosque reflitam a realidade da docência em Filosofia no país. A investigação, que surgiu da necessidade de suprir uma lacuna existente nos estudos sobre o perfil do docente, especificamente do de Filosofia, partiu da seguinte questão: Que elementos caracterizam a docência em nosso país, e de forma específica a de Filosofia? A argumentação percorre o seguinte traçado. Em um primeiro momento são expostos alguns dados referentes à docência no Brasil. Em seguida, explora-se a reflexão filosófica que Adorno desenvolveu em torno da profissão docente. Do ponto de vista metodológico, o texto contempla elementos quantitativos e qualitativos, sendo a análise de conteúdo o procedimento adotado.
- ItemÉtica e Educação: um diálogo entre o pensamento de Paulo Freire e de Jürgen Habermas(2018) POLLI, José RenatoNeste trabalho apresentamos alguns resultados da pesquisa de doutorado desenvolvida junto à faculdade de Educação da Universidade de São Paulo entre 2002 e 2006, com o título: Ética do discurso e Ética Universal do Ser Humano: convergências entre Paulo Freire e Jurgen Habermas. Trata-se de uma breve descrição dos resultados obtidos, no intuito de aproximar o pensamento de dois autores complexos e de grande importância no pensamento filosófico mundial. Por um lado temos Paulo Freire e sua preocupação em relacionar educação e crítica social libertadora. Por outro, o esforço gigantesco de Jürgen Habermas em produzir uma grande interpretação sobre o mundo, defendendo o projeto inicial da modernidade. Ambos se aproximam no final da década de 1990, chegando quase a um encontro pessoal, no âmbito da Teoria Crítica da Sociedade, quando seguidores de lado a lado identificam conceitos e intenções próximos, como a ideia do diálogo qualificado, de uma ética universalista possível, de uma emancipação humana no horizonte.
- ItemAs escolas e o ressurgir da filosofia no Renascimento Carolíngio(2018) VASCONCELLOS, ManoelCom o fim do Império Romano, a estrutura educacional foi abalada. A religião cristã foi capaz de preservar a tradição da antiguidade. Pouco a pouco uma nova civilização vai surgindo, erguendo-se a partir de três bases: a cultura romana subsistente, o impacto dos bárbaros e a religião cristã. No reino dos francos, Carlos Magno faz renascer a cultura, através de sua aliança com a Igreja. Surgem novas escolas e há uma retomada das artes liberais; a dialética, particularmente, será a base para a retomada dos debates filosóficos, mesmo inseridos em polêmicas teológicas, tais como a discussão em torno da predestinação divina que colocou em lados opostos Godescalco e Scoto Eriúgena.
- ItemA educação e a vida intelectual na Primeira Escolástica(2018) ALMEIDA, Rogério Miranda deQuando se fala da Escolástica, é-se habituado a considerar quase tão somente o século XIII, que, deste ponto de vista, representaria o apogeu de todo o desenrolar do pensamento medieval. Fala-se pouco da Escolástica greco-árabe e greco-judaica. Todavia, os limites formais deste estudo não permitem uma análise mais acurada destas duas últimas. Esta é razão pela qual o meu foco recairá sobre a Escolástica latina e, mais precisamente, sobre a sua primeira fase - a Primeira Escolástica, que culminou com o século XII e que não se apresenta como uma simples passagem, ou transição, para a Alta Escolástica.
- ItemEditorial: Ética e Educação(2018) GAMBOA, Silvio SánchezA presente edição de Filosofia e Educação, a primeira de 2018, apresenta algumas novidades com relação às anteriores. A primeira delas é a mudança de datas na organização dos três (3) números que correspondem a 2018, mantendo sua periodização quadrimestral. Esta edição que na sequência anterior correspondia aos meses de outubro-janeiro sofre um ajuste neste 1º número do décimo volume. Assim, a atual edição (v. 10, n.1) corresponde aos quatro primeiros meses de 2018 (janeiro-abril). Na sequência, a 2ª edição deve corresponder aos meses de maio-agosto e a 3ª aos meses de setembro-dezembro.
- ItemSobre a ensinabilidade e a aprendizibilidade da filosofia: reflexões acerca da especificidade do exercício filosófico(2018) SCHÜTZ, Jenerton Arlan; SCHWENGBER, Ivan LuísO presente texto reflete sobre a relação entre o ensinar e aprender filosofia. As indagações que levantamos neste artigo referem-se ao exercício da filosofia, ou seja, é possível que a filosofia seja “ensinável”? E “aprendível”? Para destrinchar os fios filosóficos das interrogações, o estudo decompõe-se em três partes: i) tematiza a ensinabilidade da filosofia, buscando superar a célebre discussão sobre se se ensina a filosofia ou se ensina a filosofar; ii) problematiza a aprendizibilidade da filosofia; iii) desenvolve a perspectiva da especificidade da filosofia. Ademais, considera que o ensino e a especificidade da filosofia está no ato de criação de conceitos. Caso queiramos um ensino de filosofia “filosófica”, necessitamos desenvolvê-lo a partir dos conceitos.
- ItemO recurso didático à geometria em Agostinho e Espinosa(2018) OLIVEIRA, Fernando Bonadia deO objetivo do ensaio é compreender como Agostinho e Espinosa empregam a geometria na exposição de seus sistemas, tendo como foco o aspecto didático, devidamente sublinhado e discutido por cada um deles. Conclui-se que tal recurso é comum aos dois filósofos em sentido semelhante, sobretudo pela perspectiva da aplicação didática. No entanto, o modo de promover o uso da geometria segue orientações distintas em cada um dos sistemas. Enquanto Agostinho evoca a matemática para reforçar o desligamento dos sentidos corporais, Espinosa se vale do expediente dos matemáticos para pensar não o desligamento dos sentidos, mas a reordenação das afecções corporais do aprendiz.
- ItemCurrículo, disciplinamiento y gubernamentalidad(2018) FERRARO, José Luís SchifinoEste ensayo tiene como objetivo enfocar las relaciones que pueden ser establecidas entre los estudios curriculares y la filosofía de Michel Foucault. En esta aproximación, se pretende examinar el currículo como prescripción en términos del ejercicio del poder disciplinaryde la gubernamentalidad. En ese sentido, la mirada que se vuelve al currículo tiene que ver con el debate en torno de las relaciones de saber-poder en las escuelas quepermiten la producción deun tipo específico, refinado y pedagogizado de saber que se convierteen nuevas/otras prácticas con dispositivos específicos para la producción de subjetividades deseadas.
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- ItemA hermenêutica filosófica de Gadamer e sua contribuição para o cenário educacional(2018) GUSMÃO, José Lucas Omena; PALMEIRA, Lana Lisiêr de Lima; LIMA, Walter MatiasO presente artigo visa a analisar as ideias centrais de Gadamer, mais especificamente sua Hermenêutica Filosófica, buscando a articulação desses postulados com a educação. Para tanto, é feito um resgate em torno do surgimento da educação, trabalhando-se, ainda, noções gerais dos primórdios da Filosofia e da chamada Filosofia da educação, enfatizando os principais fundamentos gadamerianos e suas possíveis interligações com o cenário educacional atual, tentando, assim, instigar a reflexão em torno das potencialidades pedagógicas da hermenêutica filosófica na busca de alternativas para alguns problemas visualizados no processo de ensino-aprendizagem contemporâneo.
- Item“Ite, eunte omnes docete”, ou seja, “Ide, ensinai a todos os povos”: paradigma da concepção de educação para todos – atitude democrática que diferencia a Paidéia Grega da Paidéia Cristã(2018) COSTA, Valdirene PereiraO artigo busca delinear a posição da Paidéia Grega na história da Educação e evidenciar a diferença existente entre a Paidéia Grega e a Paidéia Cristã. Mostra-se que a educação é o esforço consciente do conhecimento; que esta não é uma propriedade individual, mas pertence à comunidade que imprime seu caráter em cada um de seus membros; que toda educação, portanto, é resultado da consciência viva que rege uma comunidade humana, quer se trate: de uma família, de uma classe, de uma profissão, de um grupo étnico, de um Estado; e que o homem é a fonte de toda ação e de todo conhecimento. Destaca a concepção fundante da Paideia Cristã e sua original proposta de universalização da possibilidade de conhecer e de crer, posta para toda a humanidade. Define a Educação como processo de formação humana e importante ou destacada prática social.
- ItemDeleuze-Guattari e educação física cultural: pedagogia do conceito de "escrita-currículo"(2018) BONETTO, Pedro Xavier Russo; NEIRA, Marcos GarciaO artigo em questão trata do conceito de “escrita-currículo”, produzido no âmbito da perspectiva cultural de Educação Física. A partir da “pedagogia do conceito” inscrita na perspectiva filosófica de Félix Guattari e Gilles Deleuze (2010), analisamos o referido conceito tomando como referência os elementos de: assinatura, historicidade, campo de imanência, elementos e componentes, multiplicidade, personagem conceitual, traços de intensidade e objetividade. Assim, vimos que o conceito procura movimentar de uma outra forma as práticas pedagógicas prescritas, fixas, rígidas, tradicionais, tecnicistas, procedimentais, acríticas, homogeneizantes, moralizantes, deterministas e sequenciais.
- ItemA Paideia grega: aproximações teóricas sobre o ideal de formação do homem grego(2018) BORTOLINI, Rosane Wandscheer; NUNES, CésarA compreensão originária da paidéia grega sempre acompanha a formação de educadores e de pesquisadores em Educação. Trata-se de um tema que nos remete às origens da Educação e da compreensão do discurso filosófico e político sobre a Educação e suas dimensões. Apresenta-se a paidéia como princípio fundante voltado para o entendimento da formação social, política e cultural do povo grego a partir da problemática em torno da constituição histórica e filosófica dessa matriz Educacional. O objetivo foi abordar sobre os ideaisde alguns filósofos e educadores que contribuíram para o pensamento do modelo grego de educação, entre outros aspectos, para a elaboração conceitual caracterizando e contextualizando-os em seu tempo e espaço histórico. Este artigo foi desenvolvido por pesquisa de caráter bibliográfico. Entre as contribuições desse estudo, estão os conceitos e fundamentos da arete e da paidéia, que direcionaram ou foram direcionados a pensar uma educação para a vida na pólis, portanto, para a vida em sociedade de maneira universalizada, por meio de uma educação com base na cientificidade, na virtude, na política. A essência da educação grega está na sua própria cultura e organização política que vai sendo evidenciada pela sociedade em praticamente três milênios.
- ItemA influência da concepção de educação grega na constituição histórica da paideia cristã(2018) FREITAS, Charles Lamartine de SousaNeste artigo, pretendemos abordar os elementos educacionais da Grécia antiga, fundamentais tanto para a formação e o desenvolvimento da cultura ocidental como para a constituição da paideia cristã da antiguidade. Destacamos como a idealização do épos deu lugar à formação do cidadão a partir do ideal de uma areté política que, no período helenístico, tendo seu apogeu na pólis grega, vai ser alternado por outros valores mais ligados à individualidade. Nesse sentido, consideramos que a paideia grega, em seus diferentes momentos, vai ser elemento chave para a construção de uma paideia cristã. Esta, por sua vez além de sintetizar elementos universalistas do pensamento grego, se nutre de um tempo oportuno, de um kairós para expandir a mensagem cristã oriunda das promessas da religião judaica de um messiah para a universalidade dos homens, cuja expressão vai ser fundamental para a construção dos valores da sociedade ocidental.
- ItemA produção do conhecimento sobre ações afirmativas no Brasil: perspectivas(2019) CARVALHO, Emanuel MangueiraO artigo tem o objetivo de apresentar a produção do conhecimento, teses e dissertações que pesquisaram a temática das ações afirmativas no Brasil. Para isso, iniciou-se a pesquisa escolhendo uma base de dados, a BDTD, que permitiu acessar as teses e dissertações produzidas nos Programas de Pós-Graduação no Brasil. Em seguida optou-se por utilizar o termo “ações afirmativas” para realizar a pesquisa bibliográfica dentro da base de dados. As informações obtidas foram sistematizadas em planilha do tipo “excel”. Como resultado, foram localizadas 373 produções do conhecimento sendo 173 na região Sudeste, 82 na região Sul, 68 na região Nordeste, 41 na região Centro-Oeste e 9 na região Norte.
- ItemCiência e subjetividade na perspectiva de Hilton Japiassu(2019) OLIVEIRA, Vanessa Sousa deAs transformações epistemológicas que presenciamos nos últimos cinquenta anos, fundamentadas no questionamento ao Positivismo, alteraram profundamente o modo de pensar a relação entre ciência e subjetividade. Nesse contexto, cabe perguntar como essa relação é abordada nas Ciências Humanas/Sociais. O ensaio discorre sobre como as Epistemologias da Subjetividade se apresentam diante dessa relação, qual o papel social delegado ao cientista, sujeito e objeto de suas próprias práticas, e como a discussão é abordada pelo filósofo Hilton Japiassu.
- ItemPara que Auschwitz não se torne regra na contemporaneidade: um diálogo entre Adorno e Agamben(2019) BAZZANELLA, Sandro Luiz; POLOMANEI, Maria Benedita de Paula e SilvaO presente artigo é resultado de pesquisas entre o pensamento do filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969) e do pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben (1942...) em torno da racionalidade instrumental, como uma das características distintivas da civilização ocidental que produziu a barbárie dos campos de concentração nas primeiras décadas do século XX e, que como lógica operacional civilizacional continua a se manifestar na contemporaneidade. Assim, o objetivo deste artigo analisar a luz do pensamento de Adorno e de Agamben o campo de concentração como paradigma ontológico da contemporaneidade, que se manifesta na vigência permanente do estado de exceção, na constante produção de vida nua, na ascensão de tendências políticas e de governos de conotação totalitária que concebem a educação como um meio de reproduzir a lógica do poder soberano. Nesta direção, Adorno argumenta que a educação deve ter por princípio evitar que Auschwitz volte a acontecer. Agamben convida a profanar, retirar da esfera do sagrado tudo aquilo que foi usurpado da esfera do uso comum e devolver ao uso público como forma possível de evitar a continua manifestação do campo. Ou seja, faz-se necessário neste contexto profanar o descaso com a infância, com os currículos escolares pautados no autoritarismo, no analfabetismo funcional.
- ItemEpistemologia e educação comparada na América e no Caribe: algumas concepções(2019) LAMAR, Adolfo Ramos; VICENTINI, TaianiNo contexto latino-americano e caribenho a EC enfrentou problemas de consolidação, mas com a globalização, está sendo mais requisitada. Em 1991 Goergen alertava para o uso pragmático da EC e o descuido das reflexões teóricas. A EC é heterogênea no quesito epistemológico. Nesse sentido, o trabalho tem por objetivo abordar a questão epistemológica da EC na América Latina e no Caribe. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental.