Submissões Recentes

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Um diálogo pluricultural sobre o acesso à saúde com mulheres imigrantes
(2021) TEIXEIRA, Ivana dos Santos; ROLLO, Rosane Machado; ROCHA, Cristianne Maria Famer
Os movimentos migratórios têm se caracterizado por uma crescente participação feminina que traz, por sua vez, desafios e complexidades relativos à inserção sociocultural, econômica e sanitária de mulheres nos países/locais para onde migram. Neste artigo, analisam-se as circunstâncias que levaram mulheres imigrantes a utilizar os serviços de saúde na cidade de Porto Alegre. Através de entrevistas semiestruturadas, foi possível compreender algumas das facilidades e das dificuldades vivenciadas por elas no cotidiano do acesso ao sistema de saúde.
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Sobre as meninices de Paulo Freire mais do que nunca e as nossas: entrevista com Walter Omar Kohan
(2021) LOPES, Isabela Pereira; KOHAN, Walter Omar
Paulo Freire teve sua trajetória atravessada por cinco princípios levantados por Walter Kohan: a vida, a igualdade, o amor, a errância e a infância. Arrisco afirmar, que nosso entrevistado também tem seguido esses mesmos passos. Kohan é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, doutor em filosofia pela Universidad Iberoamericana, autor de inúmeros artigos e livros que destacam sempre a filosofia e a infância. Walter nasceu na Argentina e desembarcou em terras brasileiras cinco dias após a morte de Freire. Para fazer uma biografia filosófica de Paulo Freire, nosso autor se “exilou” no Canadá. Quem pensa que o livro é uma biografia comum, está enganado, já que esta obra procura ir além, procurando ser sensível à essência dialógica do pensamento de nosso “andarilho da utopia”.
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Percursos de um Arq-vivo: entre arquivos e experiências em história da educação
(2021) WASCHINEWSKI, Susane da Costa
Fruto de sua incursão no Arquivo da Faculdade de Educação (FACED/UFRGS), em Porto Alegre e de seu processo de pós-doutoramento na UDESC, Dóris de Almeida Bittencourt apresenta “Percursos de um Arq-Vivo: entre arquivos e experiências em História da Educação”. Com título provocativo, reúne um conjunto de artigos que em sua trama se entrecruzam e trazem à superfície importantes análises teóricas e práticas referentes ao estatuto dos arquivos. Em especial para o campo da História da Educação, pois coloca em perspectiva um campo fértil de investigação, sem romantizar os documentos que repousam nos arquivos, permite que o leitor observe os dilemas e as encruzilhadas típicas do trabalho dessa tipologia documental, em especial daqueles que de alguma forma se relacionaram com seus portadores.
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Ciclos, tempos e espaços educativos na proposta pedagógica das Escolas Itinerantes do MST
(2021) MARIANO, Alessandro Santos; GEHRKE, Marcos
O objetivo deste artigo é analisar a Proposta Pedagógica das Escolas Itinerantes do Paraná, escolas públicas de Educação Infantil, Educação Fundamental e Médio, que funcionam em acampamento de famílias sem terra. Essas escolas são gestadas e orientadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que tem uma proposta educativa que intenciona a formação integral do ser humano, se fundamenta na educação popular, na pedagogia socialista e na pedagogia do movimento. Enquanto procedimento metodológico, utiliza-se o estudo de caso, pesquisa de campo e documental, pelo qual evidencia a práxis de outra forma escolar em articulação com a vida, trabalho e auto-organização dos estudantes.
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Relações de gênero, poder e educação: uma perspectiva pós-estruturalista
(2021) CARRIAS, Eleazar Venancio; ALMEIDA, Inês Maria Marques Zanforlin Pires de
Entende-se que a educação institucionalizada se insere em um contexto de emergência de novas identidades culturais e sociais. Assim, o artigo busca compreender como determinados estudantes homossexuais e transexuais se inscrevem subjetivamente em suas relações de gênero vivenciadas nas práticas de escolarização. Com base nos pressupostos epistemológicos do pós-estruturalismo, especialmente Foucault, analisam-se as relações de gênero enquanto relações de poder e relacionam-se os processos de escolarização dos sujeitos com a construção/constituição das identidades de gênero. Constata-se que as representações de gênero são um investimento sobre o corpo, no sentido de uma pretensa educação da mente