Acta Scientiarum. Education

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A revista Acta Scientiarum. Education, ISSN 2178-5201 (online), criada em 2010, é uma publicação científica eletrônica editada pela Editora da Universidade Estadual de Maringá, com acesso aberto e publicação de artigos em fluxo contínuo avaliados por pares.

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Os autores que publicam no periódico concordam com o texto simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição - CC BY - Internacional.
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      Intervenção com Deleuze: as experiências de pesquisas em mestrados profissionais em educação
      (2024) SILVA, Carlos Augusto Silva e; COSTA, Tatiana dos Santos; CHRISTOFOLETTI, Rafael
      Tendo como motor disparador de pensamento a filosofia da diferença, de Gilles Deleuze, este texto tem por objetivo tensionar um pouco mais sobre a ideia de intervenção comumente abordada em programas de pós-graduação na modalidade profissional. O estudo foi norteado pela seguinte questão: o que pode a experiência filosófica de Deleuze tensionar aquilo que se entende por intervenção, tendo em vista a pesquisa em educação? Como procedimento metodológico, realizou-se um levantamento de pesquisas desenvolvidas nos programas de pós-graduação de modalidade profissional em educação e ensino no Brasil, cujas intervenções têm por base a filosofia da diferença proposta por Deleuze. Foram localizadas seis dissertações de mestrados profissionais em educação, principalmente da região sudeste do Brasil, produzidos por autores que ousaram buscar uma experimentação no pesquisar. Em seguida, realizou-se um breve ensaio de experimentar/intervir textualmente com/por alguns dos autores desses estudos. Concluiu-se que a pesquisa intervenção inspirada na filosofia da diferença, especificamente em Deleuze, se distancia de uma intervenção dualista (sujeito/objeto) e pode ser pensada como um procedimento, a partir de um território de experimentações e composições, como um plano de linhas que tecem uma educação em prol de um elogio à vida; trata-se de uma intervenção que compreende uma relação horizontal entre pesquisador(es) e participante(s), que se afetam mutuamente com o pesquisar, de maneira inventiva, criativa e evidenciando multiplicidades.
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      Qualitative research in Education: weaving mesh post-critical analysis networks
      (2024) MACHADO, Raimunda Nonata da Silva; BOAKARI, Francis; SILVA, Francilene
      Vale destacar que estas reflexões antecederam a pandemia da COVID-19 por quase um ano. Não podemos ‘fechá-las’, iniciando o ano de 2023, sem reconhecer seus esforços como os da mãe pássaro, alimentando os filhotes nos concretos de uma cidade contemporânea. Exemplo de fenômenos que fazem ‘florir nas fendas dos racismos e das discriminações’ (pandemia secular em sociedades como a brasileira). Como florir mais através das pesquisas científicas? Instiga olhar a pesquisa como atividade inerente aos seres humanos, embora, a acadêmica seja vista como algo que só pode ser apropriado por grupos de habilidades e competências ‘científicas’, evidenciando novas descobertas, teorizações e conceitos, esquecendo-se das soluções dadas às implicações nos riscos de nossas vidas e às formações criativas, presentes nos dados ou experiências postas em análise, para tecer redes analíticas de conhecimento por diferentes malhas de significações, usando softwares, arte, fotografia, ou qualquer outra forma de comunicar, as linguagens da vida. É sobre infinitas possibilidades metodológicas de fazer pesquisa que este artigo discute, visando estimular reflexões sobre alguns modos de produzir e analisar dados em pesquisas qualitativas na educação com metodologias pós-críticas. São tecituras vivíveis movidas pela criatividade da pessoa narradora (Benjamin, 1994) ou pesquisadora – aquela pessoa oleira que molda e fabrica um pote de argila ou a tecelã que produz panos, tapeçarias ou ‘fuxicos’– construído com sobras de tecido, cortados em pequenos círculos e costurados na forma de poliédricos achatados. Formam um mosaico em que partes e todo são relacionados e imbricados (Pereira & Passos, 2009). Tece recomendações pontuais de algumas literaturas acerca do uso da análise de conteúdo, do discurso, da etnografia e da decolonialidade, a partir de nossa própria experiência tecelã na produção e análise de dados nas pesquisas educacionais pós-críticas.
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      A obrigatoriedade do uniforme escolar do Liceu Maranhense nos registros do jornal Pacotilha (1894-1898)
      (2024) VELÁZQUEZ CASTELLANOS, Samuel Luis; CARVALHO, Andréia Monteiro
      Neste estudo aborda-se o processo de formalização do uniforme escolar no Liceu Maranhense, utilizando-se como fonte principal, as notícias publicadas na imprensa local entre 1894-1898, no intuito de compreender os posicionamentos iniciais sobre sua obrigatoriedade nas dinâmicas sociais estabelecidas na instituição. Indaga-se: em que medida as representações sobre a obrigatoriedade da indumentária oficial do Liceu Maranhense registradas pelo jornal Pacotilha, na perspectiva da cultura material escolar, podem ter influenciado nos processos de produção, indicação, aprovação, distribuição e uso desta vestimenta? Caracteriza-se a pesquisa como bibliográfica e documental, na qual, cruzam-se concepções e posturas encontradas na literatura especializada, com os documentos oficiais: a Legislação Republicana Maranhense, os Regulamentos da Instrução Pública (nacionais e locais) e as Mensagens do Estado que embora não neutros, registram fatos, feitos e ditos interrogados e analisados à luz dos pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural. Conclui-se que, embora o uniforme escolar tenha o mesmo objetivo em termos de acesso à instrução para todos os alunos, mesmo assim, a sua obrigatoriedade representa efeitos diferenciados para cada grupo de estudantes do Liceu; tramas locais do ensino secundário maranhense que podem contribuir para a História da Educação, ao somar à discussão nacional, peculiaridades do seu desenvolvimento a partir da perspectiva regional.
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      A pretexto de uma biblioteca conventual amazônica: livros, educação e presença mercedária em Belém do Grão-Pará nos séculos XVII e XVIII
      (2024) SANGENIS, Luiz Fernando Conde; ANDRADE, Lucia Maria Gonçalves de
      Os mercedários chegaram à Amazônia em 1639, e no ano seguinte, fundaram seu primeiro convento em Belém no Estado independente do Grão-Pará e Maranhão, ao final do período da União Ibérica (1580-1640). Vindos de Quito, no Vice-Reino do Peru, acompanharam a expedição de retorno de Pedro Teixeira, através do Rio Amazonas, após os portugueses terem empreendido a subida e a exploração do rio, de Belém ao Equador. Deram importante contribuição à fundação de Belém e ao desenvolvimento da região amazônica. O convento, marco arquitetônico da cidade, foi importante centro de formação da Ordem das Mercês e seus frades conquistaram reconhecimento pelo preparo intelectual para o exercício do ensino e a promoção da cultura letrada. A biblioteca conventual notabilizou-se não apenas pelo número de livros, mas também pela variedade e riqueza do seu acervo. Dela nada sobrou, a não ser as informações registradas no Inventário dos bens sequestrados aos extintos religiosos mercedários na Capitania do Pará, manuscrito sob a guarda do Arquivo Nacional, e que foi produzido em 1794, quando da expulsão dos mercedários de Belém. O estudo do espólio bibliográfico ajuda a compreender como os livros deram suporte às funções missionárias e educativas exercidas pelos membros da Ordem Mercedária na Amazônia.
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      Trajetividades: modos outros de pesquisar, pensar e estar na educação de surdos
      (2024) DELL’ OSBEL, Letícia; LUNARDI-LAZZARIN, Márcia Lise
      Este artigo convida a pensar a perspectiva pós-estruturalista nas pesquisas educacionais, em específico no campo da educação de surdos, no cenário da educação inclusiva. Para tanto, procurou movimentar, a partir de um estudo de mestrado, o conceito de trajetividade de Virilio (1993) como um operador teórico-metodológico alinhado a uma perspectiva pós-estruturalista, enquanto potência na composição de uma escrita-vida-pesquisa que se ocupa de pensar os modos de produção de uma docência e educação outra com surdos na escola comum. Mobiliza-se a potência deste conceito, reconhecendo a produção de uma docência trajetiva na educação e na pesquisa como modos outros de docência e educação de surdos, como possibilidade de tensionamento das relações de saber-poder-verdade. A trajetividade, enquanto caminho teórico-metodológico, acolhe a escrita ensaística como (de)formação de um eu que vai constituindo-se trajetivo com outros-juntos e com suas relações na educação, produzindo sua existência-docência pela andarilhagem da escrita-vida-pesquisa que compõe. A professora-pesquisadora-trajetiva operou novas relações consigo, com o outro e com os processos de escolarização na escola comum à medida que se colocou em trajetividade com as experiências-marcas de sua docência. Elegeram-se alguns recortes da trajetividade no processo investigativo de mestrado para anunciar a possibilidade de experimentar modos investigativos outros, que possam transgredir caminhos de pesquisa fixos, hegemônicos e estruturalizantes. Dessa forma, o artigo anuncia a trajetividade como um movimento que se faz ao caminhar no entre de uma vida-pesquisa, compondo um devir-pesquisa pelo exercício da escrita ensaística. Diante disso, propõe-se o convite-desejo de acolher a trajetividade como possibilidade de uma moviment(ação) subjetiva de pensamento e de relações nos contextos educacionais. Também, apresenta-se a trajetividade como possibilidade de fratura e transgressão aos processos investigativos dominantes de se fazer pesquisa pelo movimento ético e estético de vida que ela assume.
  • Mantenedor: UEM
  • Tipo: IESE
  • Região: Sul
  • Cidade: Maringá | PR
  • ISSN: 2178-5201
  • Qualis: A2
  • Periodicidade:Publicação contínua
  • E-mail: actaeduc@uem.br
  • Editor: Terezinha Oliveira
  • Título abrev.: Acta Sci. Educ.
  • Sistema de Preservação Digital: Rede Cariniana
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