O tempo como enredamento da experiência: orfeu e o obstáculo da lembrança

Loading...
Thumbnail Image

Date

Type

Dossiê

Classfication

Date

Journal Title

Inter-Ação: Revista da Faculdade de Educação da UFG

Journal ISSN

1981-8416

Page(s)/e-location

359-376

Language

pt

Source

Source

Goiânia
34
2
jul./dez.

Collections

Abstract

Neste artigo, empreende-se uma análise das relações historicamente estabelecidas entre indivíduo e cultura, tendo como eixo orientador a categoria do tempo, a partir do qual se analisam os elementos que vêm enredando a experiência e impedindo o devir da lembrança. Busca-se o auxílio em outra área de conhecimento, o mito, no que este pode trazer de elucidação das relações históricas de domínio entre indivíduo, cultura e tempo, bem como das possibilidades não realizadas pela cultura. Para isso, recorre-se ao Mito de Orfeu e à maneira pela qual Marcuse analisa a imagem de Orfeu como libertador, ao se servir de indícios de um tempo distinto de sua solidificação dada em uma cultura regida pela lógica da dominação. Estabelece-se também um diálogo com as considerações de Horkheimer e Adorno a respeito desta problemática.
In this article, an analysis of the historically established relationships between individual and culture is undertaken, having as a guiding axis the category of time, from which the elements that have been entangled with experience and preventing the future of memory are analyzed. Help is sought in another area of knowledge, the myth, in what it can bring to elucidate the historical relations of domain between individual, culture and time, as well as the possibilities not realized by culture. For this, the Myth of Orpheus is used and the way in which Marcuse analyzes the image of Orpheus as a liberator, using signs of a different time from his solidification given in a culture governed by the logic of domination. A dialogue is also established with the considerations of Horkheimer and Adorno regarding this issue.
En este artículo se realiza un análisis de las relaciones históricamente establecidas entre individuo y cultura, con la categoría del tiempo como eje rector, a partir del cual se analizan los elementos que se han enredado con la experiencia y que impiden el futuro de la memoria. Se busca ayuda en otra área del conocimiento, el mito, en lo que puede aportar para dilucidar las relaciones históricas de dominio entre individuo, cultura y tiempo, así como las posibilidades no realizadas por la cultura. Para ello se utiliza el Mito de Orfeo y la forma en que Marcuse analiza la imagen de Orfeo como libertador, utilizando signos de una época diferente a su solidificación dada en una cultura regida por la lógica de la dominación. También se establece un diálogo con las consideraciones de Horkheimer y Adorno sobre este tema.

Description

Keywords

Teoria crítica da sociedade, Formação cultural, Mito, Subjetividade, Critical theory of society, Cultural training, Myth, Subjectivity, Teoría crítica de la sociedad, Formación cultural, Mito, Subjetividad

Citation

VASCONCELOS, Vanessa; MOURA, Claudia Helena Gonçalves; FRANCISCATI, Kety Valéria Simões. O tempo como enredamento da experiência: orfeu e o obstáculo da lembrança. Inter-Ação: Revista da Faculdade de Educação da UFG, Goiânia, v. 34, n. 2, p. 359-376, jul/dez. 2009. https://doi.org/10.5216/ia.v34i2.8502. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/interacao/article/view/8502. Acesso em: 2021-10-26

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By