Escolas de luta: cenas da política e educação

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Type

Dossiê

Classfication

Date

Journal Title

ETD - Educação Temática Digital

Journal ISSN

1676-2592

Page(s)/e-location

6-25

Language

pt

Source

Source

Campinas, SP
19
1
jan./mar.

Abstract

This essay seeks to explore the experience of occupations in secondary schools in São Paulo through some of the images produced by the students. Following a structure close to the dynamics of film plans, our work proposes an articulation between the discourses (visual and narrative) of the occupations shared in the social networks, through the analysis of the provocations that these new roles played by the secondary students put in relation to the very idea of representation of school, student and curriculum. When thinking about the educational practice in this scenario of (re) organization provoked by the response of the secondary school movement, we refer such experience to the thoughts of Jacques Rancière (2012) and César Migliorin (2008), when they reflect on the "sensible" different of school spaces. In another point, we sought the concept of temporary autonomous zone presented by Hakim Bey (2004), to think about this other space in transformation of times, spaces, postures, relations and bodies. By reconfiguring the sensitive space of schools, students experience an emancipatory (bodily and intellectually) emancipatory, placing the school as a space for invention. Finally, our essay highlights the extent of political resistance and conflicts, which were recorded and disseminated by secondary school students in a setting in which the basic education curriculum approaches a quantitative ideal for the data show. What high school students question is an openness to their demands, a call for eavesdropping within public policies geared toward education.
Este ensayo trata de explorar la experiencia de las ocupaciones de escuelas secundarias de São Paulo por medio de algunas de las imágenes producidas en ellas. Siguiendo una estructura dinámica semejante a las de las tomadas de la película, nuestro trabajo sugiere una relación entre los discursos de las ocupaciones (visuales y narrativos) compartidos en las redes sociales, a través del análisis de las provocaciones que estos nuevos papeles desempeñados por los estudiantes la escuela secundaria colocaron en relación la propia idea de representación de la escuela, de los estudiantes y del currículo. Al pensar en la práctica educativa en este escenario de (re) organización causado por el movimiento de la respuesta de la escuela secundaria, remitimos dicha experiencia a los pensamientos de Jaques Rancière (2012) y Cézar Migliorin (2008), cuando ellos reflexionan sobre los encuentros en lo "sensible" que son propiciados por los diferentes espacios de la escuela. En otro momento, se buscó el concepto de zona temporalmente autónoma presentada por Hakim Bey (2004), para que este otroespacio en el procesamiento de tiempos, espacios, actitudes, relaciones y cuerpos. Al reconfigurar el espacio sensible de las escuelas, los estudiantes experimentan una experiencia (física e intelectualmente) emancipatorio, poniendo a la escuela como un espacio de invención. Por último, nuestro artículo pone de relieve la dimensión de la resistencia y conflictos políticos, los cuales fueron registrados y liberada por la escuela secundaria en medio de un escenario en el que el plan de estudios de educación básica enfoques cuantitativos de ideales frente al espectáculo de datos. Lo que la escuela secundaria para interrogar es una apertura para sus demandas, una llamada con la exploración de las políticas públicas para la educación.
Esse ensaio busca explorar a experiência das ocupações nas escolas secundaristas de São Paulo por meio de algumas das imagens produzidas pelos mesmos. Seguindo uma estrutura próxima da dinâmica dos planos fílmicos, nosso trabalho propõe uma articulação entre os discursos (visuais e narrativos) das ocupações compartilhadas nas redes sociais, por meio da análise das provocações que esses novos papéis desempenhados pelos secundaristas colocaram em relação à própria ideia de representação da escola, aluno e currículo. Ao pensarmos a prática educativa neste cenário de (re)organização provocado pela resposta do movimento dos secundaristas, remetemos tal experiência aos pensamentos de Jacques Ranciére (2012) e César Migliorin (2008), quando estes refletem sobre os encontros no “sensível”, oportunizados pelos diferentes espaços escolares. Em outro ponto, buscou-se o conceito de zona autônoma temporária apresentado por Hakim Bey (2004), para pensarmos este outro espaço em transformação de tempos, espaços, posturas, relações e corpos. Ao reconfigurar o espaço sensível das escolas, os estudantes vivenciam uma experiência (corpórea e intelectualmente) emancipatória, colocando a escola como um espaço de invenção. Por fim, nosso ensaio destaca a dimensão da resistência política e dos conflitos, que foram registrados e divulgados pelos secundaristas em meio a um cenário no qual o currículo da educação básica se aproxima a um ideal quantitativo voltado para o espetáculo dos dados. O que os secundaristas nos interrogam é uma abertura para suas demandas, uma chamada por escutas dentro das políticas públicas voltadas para a educação.

Description

Keywords

Education, Secondary occupations, Public policy, Audiovisual narratives, Social manifestations, Educación, Ocupaciones de secundaria, Políticas públicas, Narrativas audiovisuales, Manifestaciones sociales, Educação, Ocupações secundaristas, Políticas públicas, Narrativas audiovisuais, Manifestações sociais

Citation

PAES, Bruno Teixeira; PIPANO, Isaac. Escolas de luta: cenas da política e educação. ETD - Educação Temática Digital , Campinas, SP, v.19, n. 1, p. 6-25, jan./mar. 2017. https://doi.org/10.20396/etd.v19i1.8647799. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8647799. Acesso: 2021-07-26

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