As políticas de atendimento para a infância nos documentos da unesco e suas implicações nas diretrizes de atendimento da educação infantil do Município de Goiânia

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Dossiê

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Journal Title

Inter-Ação: Revista da Faculdade de Educação da UFG

Journal ISSN

1981-8416

Page(s)/e-location

93-109

Language

pt

Source

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Goiânia
31
1
jan./jun.

Collections

Abstract

Este trabalho tem como objetivo compreender o conceito de infância da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e perceber como essa concepção aparece nas diretrizes de atendimento da educação infantil. Para isso recorreu a estudos que delineiam a história dos diversos espaços que vêm atendendo a criança brasileira (COSTA, 1983; MERISSE, 1997; MONARCHA, 2001), buscando relacioná-los com as vicissitudes do capital.Diante dessa simbiose, elegemos a Unesco – agência internacional que desempenha o papel de elaboradora das diretrizes da educação mundializada – (EVANGELISTA,1997), para analisar como essa agência entende a infância e para, sobretudo, refletir sobre a lógica que permeia as políticas de atendimento à infância dessa agência e suas implicações nas diretrizes de tendimento da educação infantil. Esse percurso nos apontou que o viés econômico que vem sustentando as reformas educacionais está imbricado na história do atendimento à criança brasileira, na medida em que, no decorrer desse atendimento, constatase a desvalorização dos profissionais que atuam com crianças, a ausência de uma política efetiva e clara de financiamento específica para essa etapa do ensino e de uma política de atendimento para construção de sujeitos críticos e (re)construtores de sua própria história.
This work aims to understand the concept of childhood of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) and to understand how this concept appears in the guidelines for assistance in early childhood education. For this, he resorted to studies that outline the history of the various spaces that have been serving Brazilian children (COSTA, 1983; MERISSE, 1997; MONARCHA, 2001), seeking to relate them to the vicissitudes of capital. In light of this symbiosis, we elected Unesco – international agency that plays the role of drafting guidelines for globalized education – (EVANGELISTA, 1997), to analyze how this agency understands childhood and, above all, to reflect on the logic that permeates the agency's childhood care policies and their implications in the early childhood education trend guidelines. This trajectory showed us that the economic bias that has supported educational reforms is imbricated in the history of care for Brazilian children, as, in the course of this care, there is a devaluation of professionals who work with children, the absence of an effective policy and clear specific funding for this stage of education and a policy of assistance for the construction of critical subjects and (re)constructors of their own history.
Este trabajo tiene como objetivo comprender el concepto de infancia de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) y comprender cómo aparece este concepto en las directrices para la asistencia en la educación de la primera infancia. Para ello, recurrió a estudios que trazan la historia de los distintos espacios que han venido atendiendo a la niñez brasileña (COSTA, 1983; MERISSE, 1997; MONARCHA, 2001), buscando relacionarlos con las vicisitudes del capital. A la luz de esta simbiosis , elegimos a la Unesco - organismo internacional que cumple el rol de formulador de lineamientos para la educación globalizada - (EVANGELISTA, 1997), para analizar cómo esta agencia entiende la infancia y, sobre todo, para reflexionar sobre la lógica que impregna las políticas de atención a la infancia de la agencia y sus implicaciones en las pautas de tendencias de educación infantil. Esta trayectoria nos mostró que el sesgo económico que ha apoyado las reformas educativas está imbricado en la historia del cuidado de la niñez brasileña, ya que, en el transcurso de este cuidado, hay una devaluación de los profesionales que trabajan con niños, la ausencia de una política efectiva. y una financiación clara y específica para esta etapa educativa y una política de asistencia para la construcción de sujetos críticos y (re) constructores de su propia historia.

Description

Keywords

Infância, Unesco, Educação mundializada, Diretrizes de atendimento, Childhood, UNESCO, Globalized education, Service guidelines, Infancia, UNESCO, Educación globalizada, Pautas de servicio

Citation

VIEIRA, Terezinha Duarte. As políticas de atendimento para a infância nos documentos da unesco e suas implicações nas diretrizes de atendimento da educação infantil do Município de Goiânia. Inter-Ação: Revista da Faculdade de Educação da UFG, Goiânia, v. 31, n. 1, p. 93-109, jan/jun. 2006. https://doi.org/10.5216/ia.v31i1.1494. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/interacao/article/view/1494. Acesso em: 2021-10-26

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