O corpo indigno
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Date
Type
Dossiê
Classfication
Date
Authors
Journal Title
ETD - Educação Temática Digital
Journal ISSN
1676-2592
Page(s)/e-location
789-801
Language
pt
Source
Source
Campinas, SP
18
4
out./dez.
18
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Collections
Abstract
In this text I will discuss bodies, more specifically bodies out of the norm, these bodies that the hetero-patriarchal sexist and capitalist gaze regards as out of place, in particular out of the public space. Bodies that, of course, must be placed aside, be marginalized, be turned invisible, be denied privileges. To do this, I'll tell you a story. And because I am a feminist, I start from myself. I would like to build my exposition on the relationship between space, social order and body control dynamics, a relationship built to keep the privileges of the dominant subjects and the social status quo. But rather than focus on the complaint of how social injustice was built also through space and its use and how each of us participates in a way more or less aware of the legitimacy or the refusal of spatial rules, I will focus on reactions, in actions and in the micropolitical confront, bypass and overflow of body control and the imposition of dominant norms. My approach is the queer transfeminism, I am a feminist, a feminist academic. My research and my work as a researcher, that is, what I will propose are from feminist epistemology. The feminist epistemology taught me that the division between theory and practice serves us to create hierarchical knowledge typologies, delegitimizing everything that does not refer to producers of legitimate knowledge with tools considered “scientific.
Abordarei neste texto os corpos, mais especificamente os corpos fora de norma, esses corpos que o olhar hétero-patriarcal sexista e capitalista considera como out of place, em particular do espaço público. Dos corpos que, evidentemente, é preciso colocar de lado, marginalizar, invisibilizar, excluir dos privilégios. Para fazer isso, eu vou lhes contar uma história. E porque sou feminista, vou partir de mim mesma. Eu gostaria de construir minha intervenção em torno da relação entre espaço, ordem social e dinâmicas de controle dos corpos, uma relação construída para manter os privilégios de sujeitos dominantes e o status quo social. Mas ao invés de me concentrar na denúncia de como a injustiça social foi construída também através do espaço e de seu uso e como cada um(a) de nós participa de forma mais ou menos consciente da legitimação ou da recusa das normas espaciais, vou me concentrar nas reações, nas ações e nas micropolíticas de enfrentamento, de desvio e de transbordamento do controle do corpo e da imposição de normas dominantes. Minha abordagem é a do transfeminismo queer, eu sou feminista, uma acadêmica feminista. Minhas pesquisas e meu trabalho como pesquisadora, isto é, o que eu vou propor são provenientes da epistemologia feminista que me ensinou que a divisão entre teoria e prática nos serve também para criar tipologias de conhecimento hierarquizado, deslegitimando tudo o que não se refere aos produtores de conhecimentos legítimos, com ferramentas consideradas “científicas”.
Abordarei neste texto os corpos, mais especificamente os corpos fora de norma, esses corpos que o olhar hétero-patriarcal sexista e capitalista considera como out of place, em particular do espaço público. Dos corpos que, evidentemente, é preciso colocar de lado, marginalizar, invisibilizar, excluir dos privilégios. Para fazer isso, eu vou lhes contar uma história. E porque sou feminista, vou partir de mim mesma. Eu gostaria de construir minha intervenção em torno da relação entre espaço, ordem social e dinâmicas de controle dos corpos, uma relação construída para manter os privilégios de sujeitos dominantes e o status quo social. Mas ao invés de me concentrar na denúncia de como a injustiça social foi construída também através do espaço e de seu uso e como cada um(a) de nós participa de forma mais ou menos consciente da legitimação ou da recusa das normas espaciais, vou me concentrar nas reações, nas ações e nas micropolíticas de enfrentamento, de desvio e de transbordamento do controle do corpo e da imposição de normas dominantes. Minha abordagem é a do transfeminismo queer, eu sou feminista, uma acadêmica feminista. Minhas pesquisas e meu trabalho como pesquisadora, isto é, o que eu vou propor são provenientes da epistemologia feminista que me ensinou que a divisão entre teoria e prática nos serve também para criar tipologias de conhecimento hierarquizado, deslegitimando tudo o que não se refere aos produtores de conhecimentos legítimos, com ferramentas consideradas “científicas”.
Description
Keywords
Space, Body, Feminism, Performance, Queer theory, Espaço, Corpo, Feminismo, Performance, Teoria queer
Citation
BORGHI, Rachele. O corpo indigno. ETD - Educação Temática Digital , Campinas, SP, v.18, n. 4, p. 789-801, out./dez. 2016. https://doi.org/10.20396/etd.v18i4.8646439. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8646439. Acesso: 2021-07-26
