A financeirização da educação: os fundos de investimentos nos “grupos educacionais”

dc.creatorTURMENA, Leandro
dc.creatorNUNES, Sidemar Presotto
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7771-3613
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-6503-5050
dc.date.accessioned2023-05-05T14:51:27Z
dc.date.accessioned2023-08-03T20:40:40Z
dc.date.available2023-05-05T14:51:27Z
dc.date.available2023-08-03T20:40:40Z
dc.date.issued2022
dc.description.abstractA atual dinâmica dos diversos setores da economia não pode ser conhecida sem se levar em consideração o processo de financeirização. Embora não sejam recentes, os fundos de investimentos adquirem cada vez maior expressão no controle direto e indireto das sociedades de capital aberto, inclusive nos chamados grupos educacionais. O objetivo do trabalho foi analisar a participação destes fundos nas maiores empresas/grupos educacionais listados em bolsas de valores no mundo e no Brasil. Do ponto de vista dos procedimentos metodológicos, as etapas foram: a) identificar todas as empresas com preço de mercado superior a US$ 50 milhões, em agosto de 2019, classificadas neste setor no portal Marketscreener, bem como o país-sede; b) classificar aquelas com maior preço de mercado na época da consulta; c) identificar os dez maiores acionistas das três maiores empresas mundiais e das brasileiras; d) identificar a participação dos principais fundos de investimentos; e) analisar a composição acionária dos referidos fundos de investimentos. Concluiu-se que os maiores fundos de investimentos mundiais (BlackRock, The Vanguard Group, Morgan Stanley e The Fidelity) estão presentes nos maiores grupos educacionais, e que estes ou outros fundos de investimentos também estão presentes em todas estas empresas/grupos educacionais, que são guiados pela lógica de redução de custos por meio da adoção de “tecnologias educacionais”. Verifica-se, portanto, que a educação se torna apenas mais uma esfera de ação destes fundos e bancos que ora contribuem para suprimir, ora contribuem para constituir novos “grupos educacionais”. Assim, a educação se coloca no processo de financeirização, assumindo a lógica da atual fase do capitalismo, da não-concorrência, dos monopólios, isto é, do imperialismo.pt_BR
dc.description.abstractThe current dynamics of the various sectors of the economy cannot be known without taking into account the process of financialization. Although they are not recent, investment funds are increasingly gaining expression in the direct and indirect control of publicly traded companies, including the so-called educational groups. The objective of this work was to analyze the participation of these funds in the largest companies/educational groups listed on stock exchanges in the world and in Brazil. From the point of view of methodological procedures, the steps were: a) to identify all companies with a market price above US$ 50 million, in August 2019, classified in this sector on the Marketscreener portal, as well as the host country; b) classify those with the highest market price at the time of the consultation; c) identify the ten largest shareholders of the three largest companies in the world and in Brazil; d) identify the participation of the main investment funds; e) analyze the shareholding composition of said investment funds. It was concluded that the world's largest investment funds (BlackRock, The Vanguard Group, Morgan Stanley and The Fidelity) are present in the largest educational groups, and that these or other investment funds are also present in all these companies/educational groups, which are guided by the logic of cost reduction through the adoption of “educational technologies”. It appears, therefore, that education becomes just another sphere of action of these funds and banks that sometimes contribute to suppress, sometimes contribute to constitute new “educational groups”. Thus, education is placed in the process of financialization, assuming the logic of the current phase of capitalism, of non-competition, of monopolies, that is, of imperialism.en_US
dc.description.abstractNo se puede conocer la dinámica actual de los diversos sectores de la economía sin tener en cuenta el proceso de financiarización. Aunque no son recientes, los fondos de inversión ganan cada vez más expresión en el control directo e indirecto de empresas que cotizan en bolsa, incluidos los llamados grupos educativos. El objetivo de este trabajo fue analizar la participación de estos fondos en las mayores empresas/grupos educativos que cotizan en bolsas de valores en el mundo y en Brasil. Desde el punto de vista de los procedimientos metodológicos, los pasos fueron: a) identificar todas las empresas con precio de mercado superior a US$ 50 millones, en agosto de 2019, clasificadas en este sector en el portal Marketscreener, así como el país anfitrión; b) clasificar las de mayor precio de mercado al momento de la consulta; c) identificar los diez mayores accionistas de las tres mayores empresas del mundo y de Brasil; d) identificar la participación de los principales fondos de inversión; e) analizar la composición accionaria de dichos fondos de inversión. Se concluyó que los fondos de inversión más grandes del mundo (BlackRock, The Vanguard Group, Morgan Stanley y The Fidelity) están presentes en los grupos educativos más grandes, y que estos u otros fondos de inversión también están presentes en todas estas empresas/grupos educativos, que son guiados por la lógica de reducción de costos a través de la adopción de “tecnologías educativas”. Parece, pues, que la educación se convierte en un ámbito más de acción de estos fondos y bancos que a veces contribuyen a suprimir, a veces contribuyen a constituir nuevos “grupos educativos”. Así, la educación se sitúa en el proceso de financiarización, asumiendo la lógica de la fase actual del capitalismo, de la no competencia, de los monopolios, es decir, del imperialismo.es_ES
dc.fonte.cidadeCampinas, SP
dc.fonte.volume22
dc.format.mediume022046
dc.identifier.citationTURMENA, Leandro ; NUNES, Sidemar Presotto. A financeirização da educação: os fundos de investimentos nos “grupos educacionais”. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 22, p. e022046. 2022. https://doi.org/10.20396/rho.v22i00.8661334. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8661334. Acesso em: 2023-05-05
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.20396/rho.v22i00.8661334
dc.identifier.issn1676-2629
dc.identifier.urihttps://edubase.sbu.unicamp.br/handle/EDUBASE/9194
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dc.languageptpt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.subjectCapital financeiropt_BR
dc.subjectGrupos financeirospt_BR
dc.subjectFundos de investimentospt_BR
dc.subjectEducationen_US
dc.subjectFinancial capitalen_US
dc.subjectFinancial groupsen_US
dc.subjectInvestment fundsen_US
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dc.subjectGrupos financieroses_ES
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dc.subject.classificationNível teórico
dc.terms.titleRevista HISTEDBR On-line
dc.titleA financeirização da educação: os fundos de investimentos nos “grupos educacionais”
dc.typeArtigo

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