O projeto assimilacionista português: o diretório pombalino sob um olhar decolonial
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Date
Type
Temática
Classfication
Date
Journal Title
Roteiro
Journal ISSN
2177-6059
Page(s)/e-location
1-18
Language
pt
Source
Source
Joaçaba
44
1
jan./abr.
44
1
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Collections
Abstract
The indigenous issue in Brazil is permeated by countless comings and goings. Since the colonial period, several laws have been created, revoked and recreated that deal with the rights of Indians. Therefore, the objective of this article is to analyze developments of the indigenous legislation created by the Marquês de Pombal: the Directory of Indians, of 1755, and the Permit of 1758. Among other measures, these legal provisions impose the Portuguese language to the detriment of the “general language ”, used by the Jesuits in pedagogical work and indigenous catechesis. We consider that, more than norms and values, the colonizer's cosmovision was mainly imposed, and, on this fact, we need to take a decolonial look. To analyze the impacts of these measures, we rely on Walsh (2013), Carneiro da Cunha (1992), Dantas, Sampaio and Carvalho (1992), Garcia (2007), among others. As we shall see, the impact of these measures resulted in a policy of assimilationism that contributed to the cultural hybridization of diverse indigenous peoples.
La cuestión indígena en Brasil está impregnada de innumerables idas y venidas. Desde el período colonial, se han creado, revocado y recreado varias leyes que tratan de los derechos de los indígenas. Por tanto, el objetivo de este artículo es analizar los desarrollos de la legislación indígena creada por el Marquês de Pombal: el Directorio de Indios, de 1755, y el Permiso de 1758. Entre otras medidas, estas disposiciones legales imponen la lengua portuguesa en detrimento de del “lenguaje general”, utilizado por los jesuitas en la labor pedagógica y la catequesis indígena. Consideramos que, más que normas y valores, se impuso principalmente la cosmovisión del colonizador y, sobre este hecho, hay que dar una mirada descolonial. Para analizar los impactos de estas medidas, nos apoyamos en Walsh (2013), Carneiro da Cunha (1992), Dantas, Sampaio y Carvalho (1992), García (2007), entre otros. Como veremos, el impacto de estas medidas resultó en una política de asimilacionismo que contribuyó a la hibridación cultural de diversos pueblos indígenas.
A questão indígena no Brasil é permeada por inúmeras idas e vindas. Desde o período colonial, têm sido criadas, revogadas e recriadas diversas leis que versam sobre os direitos dos índios. Diante disso, o objetivo deste artigo é analisar desdobramentos da legislação indigenista criada pelo Marquês de Pombal: o Diretório dos índios, de 1755, e o Alvará de 1758. Entre outras medidas, esses dispositivos legais impõem a língua portuguesa em detrimento da “língua geral”, utilizada pelos jesuítas nos trabalhos pedagógicos e de catequese indígena. Consideramos que, mais do que normas e valores, foi imposta principalmente a cosmovisão do colonizador, e, sobre esse fato, precisamos lançar um olhar decolonial. Para analisar os impactos dessas medidas, apoiamo-nos em Walsh (2013), Carneiro da Cunha (1992), Dantas, Sampaio e Carvalho (1992), Garcia (2007), entre outros. Conforme veremos, o impacto dessas medidas resultou em uma política de assimilacionismo que contribuiu para a hibridação cultural de diversos povos indígenas.
La cuestión indígena en Brasil está impregnada de innumerables idas y venidas. Desde el período colonial, se han creado, revocado y recreado varias leyes que tratan de los derechos de los indígenas. Por tanto, el objetivo de este artículo es analizar los desarrollos de la legislación indígena creada por el Marquês de Pombal: el Directorio de Indios, de 1755, y el Permiso de 1758. Entre otras medidas, estas disposiciones legales imponen la lengua portuguesa en detrimento de del “lenguaje general”, utilizado por los jesuitas en la labor pedagógica y la catequesis indígena. Consideramos que, más que normas y valores, se impuso principalmente la cosmovisión del colonizador y, sobre este hecho, hay que dar una mirada descolonial. Para analizar los impactos de estas medidas, nos apoyamos en Walsh (2013), Carneiro da Cunha (1992), Dantas, Sampaio y Carvalho (1992), García (2007), entre otros. Como veremos, el impacto de estas medidas resultó en una política de asimilacionismo que contribuyó a la hibridación cultural de diversos pueblos indígenas.
A questão indígena no Brasil é permeada por inúmeras idas e vindas. Desde o período colonial, têm sido criadas, revogadas e recriadas diversas leis que versam sobre os direitos dos índios. Diante disso, o objetivo deste artigo é analisar desdobramentos da legislação indigenista criada pelo Marquês de Pombal: o Diretório dos índios, de 1755, e o Alvará de 1758. Entre outras medidas, esses dispositivos legais impõem a língua portuguesa em detrimento da “língua geral”, utilizada pelos jesuítas nos trabalhos pedagógicos e de catequese indígena. Consideramos que, mais do que normas e valores, foi imposta principalmente a cosmovisão do colonizador, e, sobre esse fato, precisamos lançar um olhar decolonial. Para analisar os impactos dessas medidas, apoiamo-nos em Walsh (2013), Carneiro da Cunha (1992), Dantas, Sampaio e Carvalho (1992), Garcia (2007), entre outros. Conforme veremos, o impacto dessas medidas resultou em uma política de assimilacionismo que contribuiu para a hibridação cultural de diversos povos indígenas.
Description
Keywords
Directory, Indigenous catechesis, Assimilationism, Decoloniality, Directorio, Catequesis indígena, Asimilacionismo, Decolonialidad, Diretório, Catequese indígena, Assimilacionismo, Decolonialidade
Citation
OLIVEIRA, Valéria Maria Santana; MESQUITA, Ilka Miglio de. O projeto assimilacionista português: o diretório pombalino sob um olhar decolonial. Roteiro , Joaçaba, v.44, n. 1, p. 1-18, jan./abr. 2019. https://doi.org/10.18593/r.v44i1.15119. Disponível em: https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/15119. Acesso: 2021-07-02
